sou brinquedo quebrado
computador mal programado
sou volúpia, sou pecado
sou mel envenenado
sou sempre vitorioso
sou vergonha e perversão
sou um rio misterioso
e incandescente sedução
sou ignorante, sou ilusões
sou desejo e prazer
sou segundas intenções
e um impulsivo fazer
sou palavras ásperas
ações desesperadas
sou fascínio, sou fornicação
sou latrocínio – levo seu coração
sou angústia, sou crueldade
sou a mácula da sociedade
a libido, a promiscuidade
sou completo rendimento
sou tudo –
menos arrependimento!
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
domingo, 30 de outubro de 2011
domingo, 16 de outubro de 2011
Sorriso Lírico
provo que Deus não é invenção:
seu sorriso-lírio
provas de felicidade são:
seus risos-lírico
provo que justiça é ilusão:
igual perfeição?
– delírio!
seu sorriso-lírio
provas de felicidade são:
seus risos-lírico
provo que justiça é ilusão:
igual perfeição?
– delírio!
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Batismo
Amei.
Amo.
Amarei.
–intensamente–
mas incorrespondidamente...
quando tudo perdeu seu gosto...
Decidi viver.
Guerreiro.
Aceito, destarte, a morte.
Morri a mim mesmo.
E repensar tudo. Re. Ri.
RE-começar
RE-pensar
RE-presentar
RE-inventar
RE-criar
-me
Em nome d'abelha.
Da brisa.
E da borboleta.
AMEM!
Amo.
Amarei.
–intensamente–
mas incorrespondidamente...
quando tudo perdeu seu gosto...
Decidi viver.
Guerreiro.
Aceito, destarte, a morte.
Morri a mim mesmo.
E repensar tudo. Re. Ri.
RE-começar
RE-pensar
RE-presentar
RE-inventar
RE-criar
-me
Em nome d'abelha.
Da brisa.
E da borboleta.
AMEM!
-RE-
Na minha tatuagem, há vários poemas. Há, também, algumas palavras que são significativas. E há – o mais paradoxal – um sufixo.
-RE-
Difícil de explicar. Os últimos dois anos vivi, vivo, um amor não-correspondido. Sem comentários.
Costumo fazer de minhas dificuldades inspirações, e escrever. Não escrevo, porém, há dois anos. Perdi o gosto pela vida. Amei muito intensamente, amei com todo meu ser. Quase desisti. Agora, o sufixo: re.
Mas ficar parado não adianta, não muda nada. Já tentei de tudo, não há esperanças. Aceito, finalmente, isso. Já é hora de me re-inventar. Schopenhauer tinha razão, eu estava lendo demais e não ouvindo minha própria voz.
O ponto de partida. Partir novamente à vida. Pensar tudo de novo (re-pensar). Ponto de partida? Arte e filosofia. Existir não basta, viver poeticamente. Wilde. A fenomenologia – Heidegger, Gadamer, Arendt – me decepcionou. O ateísmo francês moderno (André Comte-Spoinville), ainda mais. Nietzsche é o único com o qual, entre os que li, concordo e discordo plenamente. Ler também Kant, Hegel, Schlegel, a escola de Frankfurt. Walter Benjamin e Montaigne. E literatura? Joyce, Kafka, Machado, Rosa. Mas no final, todos, poetas e filósofos, todos erraram. Então ponto de partida: EU.
-RE-começar tudo.
-RE-começar tudo.
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